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sábado, 19 de maio de 2012

O pedido de testemunho - a MULTA

Recebi um comentário de outra utente da Carris recentemente MULTADA e que se sente de tal modo injustiçada que está disposta a contestar.
De leis pouco entendo mas partilho da indignação e compreendo a vontade de ripostar. A utente solicita que «se corte o mal pela raiz» e apela a uma acção conjunta. Por solidariedade publiquei o comentário ao post e projecto o seu apelo, que penso dirigido a todos que já passaram por esta constrangedora situação, abrindo-lhe este post.

A utente tem até QUARTA-FEIRA para contestar a multa.

Apelo recebido:
«(...) gostaria de pedir, (...), visto que fomos vitimas das mesmas injustiças, (...) para testemunhar sob a alegação de termos sido vitimas de violação do direito constitucional que diz respeito à igualdade. (...)  um dos meus argumentos é que eles violaram também o art.27º, ponto 2 (...) visto que me foi impedida a saida do veículo, coisa que eles NÃO PODEM fazer. 
O vosso testemunho recairia apenas em confirmar como foram multados, enquanto outras pessoas não foram sequer revistas, estando estas pessoas a ser beneficiadas em relação a vós. o meu mail é (xxxx)@( xxx).com*.  (...) gostaria de contar com a vossa ajuda (...) Obrigada.»


O apelo  está dado. Vão ajudar?


* informação mediante solicitação

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Quem corre sempre alcança

Interpreto esta expressão de forma linear.

As camionetas que partem do terminal do Campo Grande, ao contrário dos autocarros da Carris, são pontuais. Se não chegas a tempo, ela arranca. Ás vezes, até mesmo em cima daquele minuto. É por isso importante apanhar o autocarro certo para chegar a tempo. Para mim, trata-se de um percurso que leva 10 minutos, no máximo. Mas, por vezes, com o trânsito, o excesso de paragens inesperadas e tudo o mais, o autocarro leva o dobro do tempo a fazer o mesmo percurso. Por causa de todas estas variantes, tenho sempre presente o cálculo do tempo "mínimo-médio" necessário para ir para a paragem do autocarro sem correr o risco de não chegar ao destino a horas.
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Porquê todos os autocarros chegam ao mesmo tempo num mesmo local? - Respondam lá.
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Hoje dispunha de 35 minutos para chegar a tempo da partida da camioneta do Campo Grande. Pensei eu, claro, que, mesmo que levasse 20 minutos, ou 25, teria ainda 10 como margem de segurança. Mal cheguei à paragem e olhei para os minutos para o próximo autocarro, estarreci. 15 minutos! Para ambos... é muito tempo, tempo que a minha intuição de gato escaldado soube não poder dispensar. Ainda que me "sobrassem" 20 minutos para efectuar o trajecto de 10, soube que aqueles dígitos não eram abonatorios. Fui então até a paragem ao lado, cujos autocarros não me deixam sequer na rua que pretendo seguir, mas fica perto. Tudo para aumentar as chances de chegar a tempo. Ao dirigir-me para o placar deparei com "12 minutos" e "1o" minutos. Ora bolas! Assim não dá!
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Respondam lá à pergunta: porque é que TODOS os autocarros CHEGAM ao mesmo TEMPO ao mesmo local? Assim as pessoas não têm alternativas, não se safam!
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Pois a solução para mim estava clara: ir a pé! Até a paragem seguinte, está claro. O percurso, por uma avenida com muito tráfego automóvel a "desaguar" numa rotunda "tramada" para o peão, não é dos mais habituais para o pedestre. Mas é como correr atrás do pote do arco-íris: só ali estava a possibilidade de chegar a horas!
.Mas o
Coloquei o cronómetro do telemóvel a contar os minutos e segui a pé. 8 minutos depois, estava nas paragens dos autocarros que me podiam levar até MEIO do caminho, para depois apanhar outro autocarro para o Campo Grande. (10 minutos!...). Ainda bem que o fiz pois o autocarro que levava 10 minutos a chegar, quando surgiu no horizonte, não me teria dado hipótese de apanhar o primeiro que me apareceu. Entrei neste e saí, como previsto, a meio do percurso. Mas o autocarro que faz a ligação para o Campo Grande já estava na paragem, era o primeiro da frente, depois havia outro no meio, e o terceiro, o de trás, era aquele onde eu ia. Respondam lá outra vez à pergunta! Porque é que TODOS os autocarros CHEGAM ao MESMO tempo ao mesmo Local?
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Que fiz eu? As hipóteses de apanhar o autocarro a tempo eram escassas mas, a tal intuição de Gato Escaldado percebeu que, quem CORRE, ALCANÇA. E foi assim que entrei no autocarro a tempo.
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Ao chegar ao terminal do Campo Grande, passo por um relógio de rua e percebo que ainda tinha 25 minutos para gastar! CORRER compensa mesmo! Andar a pé, PULAR de viatura para viatura, apressadamente de um lado para o outro, é mais rápido que esperar por um autocarro directo! E contribui para o stress e a falta de tolerância entre os pares, mas está bem... a Carris assim conduz as pessoas (sim, não é um ataque à "pobre"...).
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Ao entrar na camioneta descubro que o horário dela, afinal, não era aquele que eu pensava. Ela arrancava 10 minutos mais cedo! Ainda mais sortuda me considerei. Quem corre sempre alcança, e esta é uma verdade para ser interpretada à letra!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Vandalismo... Ups! Não!


Regressava a casa quando um autocarro pára ao lado do meu nos semáforos. Passados uns instantes, reparo que esse autocarro tem uma série de papeis amarelos colados no vidro, na parte de trás. Pensei cá comigo: "Que vandalismo! As pessoas são mesmo... de sujar sem razão alguma!".

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Depois de uns segundos, suspeitei que algo estava errado. Aqueles papéis amarelos, dispostos daquela forma aparentemente aleatória, estavam colados no vidro de uma forma que, por fora, pareceu ter sido proposital, ter um padrão. Comecei a achar que não estavam ali por acaso. É então que decido olhar em volta e reparo que, nas janelas do próprio autocarro onde estou existem post-its por todo o lado!

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Reparo então em todos os autocarros que passam. Trazem todos papeizinhos amarelos colados pelas janelas. Afinal, o que parecia ser um acto isolado de "vandalismo", não é nada disso. É sim, uma acção deliberada da Carris, numa das suas muitas "campanhas". Desta feita, o desperdício de papel tem o propósito de "avisar" as pessoas que devem "validar o título de transporte". As portas de entrada e saída também possuem autocolantes enormes nos vidros, por dentro e fora, com a mesma mensagem.

Mais poluição visual... no fundo resume-se a isso. É cada vez mais difícil ver a rua através das janelas e o acréscimo de novas informações só vem prejudicar a visibilidade. É o autocolante com o mapa da cidade ás cores, agora os post-its ás dúzias, os autocolantes nas portas...

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Ao menos numa coisa esta "escolha" foi mais acertada, comparativamente às anteriores. Este papel fica agarrado ao vidro! Ao contrário das campanhas anteriores, em que os papéis tinham a forma de gancho e eram aplicados nas traves superiores, acabando por cair ao chão ou serem derrubados e espizinhados, estes mantém-se no autocarro e, aparentemente, ninguém se sente tentado a tirá-los dali. Para quem já viu uma pessoa embirrar com o autocolante de letras vermelhas "Quebrar em caso de emergência" e arrancá-lo do vidro dizendo que lhe tirava a visibilidade, é espantoso que simples post-its de fraca aderência não recebam o mesmo tratamento...
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Mas pergunto: para quê serve isto, realmente? Não valia mais poupar o dinheirinho que tal acção deve ter custado? Ou será que a Carris consegue bons acordos com fornecedores ou faz permutas de algum género? Se for assim, fico a fazer figas para que arrange um acordo qualquer com uma empresa de limpeza!

sábado, 4 de julho de 2009

Bloquear as saídas

Quem frequentemente utiliza os autocarros da Carris, sabe que, quando todos os lugares estão ocupados e aquela pequena área vazia diante das portas traseiras está com pessoas, muitas vezes os passageiros que viajam de pé escolhem ficar junto à porta de saída. Isto quer dizer que têm de se desviar para dar passagem a cada paragem.
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Ontem fiquei a pensar nisso, enquanto reparei no comportamento do homem à minha frente. Tal como eu, estava a ocupar aquele espaço de saída. A grande diferença é que, enquanto eu estou encostada à trave, deixando metade do espaço livre, ele segura a outra trave e encosta o traseiro à trave separadora fixa nos degraus. Ou seja: quando os passageiros iam para sair, a única pessoa a desviar-se para lhes dar passagem era eu, que tinha deixado «aquela folga» a pensar nos outros...
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Já não é a primeira vez que pondero nestas «pequenas-grandes» escolhas. Se o espaço escassa e as portas de saída são o lugar mais disponível, acho que o correcto não é bloqueá-las, mas tentar ocupar o mínimo de espaço possível e deixar algum para a passagem. Neste processo de abrir a passagem para os passageiros de saída, são sempre necessários gestos repetitivos de desvios para não se ser agredido pela porta a abrir e pelos passageiros em si. É cansativo, ainda mais porque as pessoas ficam com «nervoso miúdinho» e tentam enfiar-se nos degraus da porta antes do autocarro travar. Viajar de pé nesta situação é arriscado. Enquanto o autocarro não travar, a única coisa que te segura no lugar e te impede de cair é a pressão exercida pelos pés. Se os mexeres enquanto em movimento, és projectada. Desviar para o lado e ceder mais espaço de passagem enquanto o autocarro não travar é deixar de estar seguro. Só que as pessoas que vão a sair não percebem isso, revelando logo uma certa impaciência e fazem por se enfiar na abertura antes do autocarro parar, certamente por temerem não conseguir sair a tempo. Aliás, esta «pressa» em sair porta-fora antes do autocarro parar, esta atitude tão portuguesa, sempre me fez um pouco de confusão. Depois de ter estado em Londres, onde os autocarros PARAM totalmente e só depois as pessoas se erguem dos assentos para a saída, só fez realçar este defeituoso comportamento português de avançar para as portas com tanta "sede", como se não conseguissem sair a tempo se não se apressarem.
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Mas compreendo-as a todas. De facto, agem assim porque somos que nem cordeirinhos, que respondemos a estímulos. E a Carris é que nos facultou esse comportamento de «gado em disparada».
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O facto dos motoristas se apressarem a fechar as portas rapidamente é uma das razões. As pessoas temem ficar no interior e perder a saída, tendo depois de andar muito ou perder a ligação com outro autocarro. É comum de se ver nos autocarros da Carris. A porta fecha de imediato. Um passageiro que se encontre a caminhar para a saída, se fôr bloqueado, é bem capaz de ver as portas fechar diante do nariz. Mesmo que a fila de pessoas a entrar pela porta de entrada ainda seja longa. As portas de trás são fechadas com tanta rapidez que isso criou nos passageiros o estímulo de correr para a saída, para não ficarem presos. Esta é uma das causas que conduziu, ao longo dos anos, a este comportamento "selvagem" e apressado. Se não forem rápidos, fecham-lhes a porta.
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Ainda hoje é assim. Pode-se observar este comportamente em diversas circunstâncias: as pessoas saiem apressadamente. Se uma se demora um segundo, a porta fecha. Se apenas uma está a sair, a porta mal abre e já está a fechar, quase que entalando o passageiro. Por isso é que este criou o hábito de descer os degraus apressadamente. É para não levar com a porta nas costas ou ficar entalado. É muito comum.
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Num país onde a população é cada vez mais idosa, este tipo de comportamento não devia propagar-se muito mais. Afinal, os idosos não conseguem ser tão àgeis. A tolerância que devia ser dada a qualquer passageiro, é atribuída apenas aos idosos. Os motoristas aguardam que as pessoas idosas com visíveis dificuldades de locomoção se sentem. Aguardam que cheguem até a porta de saída, são pacientes com a vagarosamente, e aguardam que estes consigam se segurar na trave e descer os degraus até a rua. Talvez tenham sido instruídos assim, de modo a evitar os tão temidos processos por danos. Mas não existe essa tolerância para com a pessoa que, aparentemente, nada tem que o impeça de «sair em disparada». São até capazes de tecer algum comentário por acharem que o passageiro já devia estar nas portas de saída. Como o passageiro falhou essa «pontualidade», fecham a porta sem pudor ou constrangimento, fazendo com que o frustado passageiro tenha de continuar o seu percurso e regressar da paragem seguinte para trás. Não quer dizer que todos o façam mas é o comum. Mais do que deveria ser. Já me aconteceu e não foi pouco o que tive para andar e subir. Uns segundos para ele, 15 minutos para mim. E é por esta razão, que as pessoas andam apressadas e stressadas nos transportes públicos.
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O hábito das pessoas sairem que nem «gado em disparada» também é alimentado pela Carris, por não ser incomum o facto do motorista nunca parar na paragem se não vir uma pessoa de pé diante da porta, após a campainha de STOP e o sinal luminoso terem sido accionados. Caso não esteja uma pessoa de pé diante da porta, o motorista continua a andar. Se o passageiro se mantiver sentado, a aguardar a travagem do veículo para se levantar e sair, corre este risco. E é por isso que os utentes se habituaram a estar nervosos e stressados. É também por isso que os utentes da Carris se habituaram a correr para as saídas.
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Nunca tinham percebido?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A dança das cadeiras

Continua a ser um comportamento que me intriga, o qual não entendo e acho piada.
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Porquê que as pessoas, quando já viajam sentadas num autocarro da carris, ao ver outra pessoa sair de um lugar melhor, correm para o ocupar?
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Quem se sentar perto dum desses lugares, mesmo num percurso curto, parece que as pessoas que os ocupam fazem trajectos curtos, tal é a rotatividade dos mesmos. Hoje viajei de costas para um desses assentos e mal se levantou um, outro se sentava. Mal vagou outro, outro corria para o ocupar. Estando o autocarro com lugares livres, é curioso...
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