segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Reprimenda eficaz
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-"Ó minha senhora, não lhe ensinaram a tapar a boca com a mão quando tosse? Está para aí a largar os micróbios para cima das outras pessoas! Isso não se faz!"
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A mulher olhou para ele e manteve-se em silêncio absoluto. Porém, o seu olhar revelou um tanto de ira, que engoliu junto com a tosse. A verdade seja dita: a reprimenda foi eficaz. A jovem deixou até de tossir. Antes, não paráva. Ficou que tempos sem sinais de uma convulsão e, quando tossiu, foi apenas por duas vezes, um pouco contido, levando a mão à boca. Sim senhor! Assim devia ser sempre. Afinal, entrou no autocarro a tossir "à grande e à francesa", como se não estivesse num lugar público, mas em casa...
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O homem tinha razão. E nem foi mal educado. Simplesmente teve a coragem de dizer o que muitos de nós muitas vezes pensa para dentro, mas não verbalizamos.
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Infelismente, outra pessoa que entrou no autocarro e desconhecia a situação, decidiu tossir, também, sem tapar a boca ou se preocupar quem estava na sua frente. As pessoas não aprendem...
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Já o disse aqui, antes mesmo da GRIPE A estar a preocupar toda a gente: não temos o BOM hábito e educação para este simples gesto. Somos nojentos, porque tossimos e expelimos os germes para cima dos outros, sem dó nem piedade. Em algumas coisas somos todos esquisitos e críticos. Atiramos a primeira pedra. Noutras, como nesta, esquecemos os bons modos. Nem mesmo no paronama actual de surto, as pessoas demostram ter discernimento...
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Onde está o cartaz?
Bem, tenho estado constipada e o facto de, na véspera de aparecerem os sintomas, duas pessoas terem tossido para cima de mim estando no autocarro, não deve ser coincidência. É algo que ainda me perturba: observar a falta de gestos de educação e cortesia ou mesmo, segurança, uma vez que já chove lá fora e dizem os especialistas que os casos de Gripe A vão triplicar nesta altura...
Uma mulher perturbou-me em especial porque, com tanto espaço no autocarro, foi segurar-se no corrimão superior ao meu lado. Eu viajava sentada num banco individual de costas para o sentido do movimento do veículo. Pois assim que ali "pousou", a senhora tosse para cima de mim! Há descarada! Na boa! Que coisa! Logo depois, a mulher sentada no banco paralelo ao meu levanta-se e a senhora de blaiser azul claro senta-se no lugar desta. Não podia ter tossido aí? Não podia ter tossido antes de entrar no autocarro? Porquê, digam lá, porquê assim que ambas as mãos agarraram o corrimão, ela teve de tossir? Nem tentou desviar o pescoço... tsc, tsc, tsc!
Mas nesse dia fiz um "teste" e até me assustei. O que parecia uma coincidência, aconteceu algumas vezes para deixar de ser. Sentada naquele lugar, preocupei-me em olhar sempre para fora do autocarro. Por vezes dá vontade de olhar em redor e, quando o fazia, o som de alguém a tossir remetia-me de volta para a paisagem exterior. Quando voltava a olhar para o interior, mais alguém tossia. Há quarta coincidência decidi não olhar mais para dentro do autocarro!
E quando olhei para a mulher do blaizer azul...
Ok. Está visto. Dito assim, parece que tenho uma mania ou atraio estas coisas. Devo ter algo que causa alergia. Mas uma coisa digo: a DGS está de parabéns pelos alertas e comunicados que faz à população. Se esta ainda não adoptou os comportamentos necessários, não é por falta de
aviso. Já a Carris... tirando umas parcas vezes há 3 meses atrás em que entrei num autocarro com aquele cartaz meio inofensivo e nada de percepção imediata (o das esferas de água que mencionava a Gripe A), nunca mais encontrei UM ÚNICO cartaz ali, para lembrar as pessoas o que está em causa cada vez que entram no autocarro. Aqui acho que a Carris falha e, sinceramente, não esperava tal coisa. Com tamanha divulgação, não pensei que o interior dos autocarros fosse o local onde a coisa ia passar despercebida. Aposto que, se enchessem aquilo de cartazes, as pessoas se lembrariam de não tossir à toa...E ainda falta saber, afinal, sobre a desinfecção das superfíceis... os autocarros terão sequer tempo para essa manutenção, quando, antes, nem pareciam ser limpos? Imaginem, nenhum detergente naqueles corrimões, os imensos "rabiosques" que se sentam em apenas uma hora num daqueles assentos de pano... o piso que, quando chove, os pingos de água dos guarda-chuvas traçam riscos de óleo... e a gripe A... É caso para perguntar: quem inspecciona isto? Havendo o alerta, quem, do governo, decide nomear uma comissão que ordene as entidades privadas como a Carris a garantir aos cidadãos que todos os cuidados para não facilitar a dissiminação da doença estão a ser tomados?
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Um gesto cordial compensa...
Ás vezes acredito que isso me acontece. Por exemplo hoje.
Ia a sair da camioneta para atravessar a estrada. Nesse preciso momento, 4 veículos encontram-se a querer passar nesse mesmo local. Um a curvar para a direita, outra da direita para a esquerda, outro da esquerda para a frente, e outro da frente para trás... um autêntico "nó" de viaturas, composto de: um autocarro da Carris, duas camionetas de transporte de passageiros e uma carrinha de caixa fechada de transporte de mercadorias.
Queria atravessar para chegar logo à paragem do autocarro sem me atrasar mas decidi dar prioridade aos motoristas e deixar aquele "nó" de trânsito desatar. Muitas vezes dou por mim a pensar nesta chata coincidência. Tantos segundos tem o minuto e é no instante em que vou para atravessar, que surgem carros por todos os lados. Diverti-me um pouco com a ideia, senti um pouco de bom humor.
Duas pessoas passaram na frente e enfiaram-se pelo meio das viaturas. Mas eu esperei. Quando finalmente cada uma foi para o seu sítio, pude vislumbrar um pouco de alguma coisa e o que vi foi um autocarro da Carris a se aproximar da paragem onde já poderia estar, se tivesse atravessado logo a estrada. Fiquei um triste, porque perdê-lo podia significar ficar à espera de outro por algum tempo. Eis que dou uns passos, e surge outro. Decido correr. Tendo passado um apenas à segundos, a paragem, fora da vista, estaria quase vazia e isso quer dizer que a quantidade diminuta de passageiros para entrar iria fazer com que o autocarro não se demorasse estacionado. Assim que cheguei perto, ele arrancou. Respirei fundo e olhei para o lado, quando percebo que o motorista me viu, parou, e abriu a porta.
Para o «anónimo» que comenta aqui que este blogue é uma perseguição aos motoristas, espero que esta entrada o deixe mais feliz. Escrevo para agradecer e sublinhar o gesto que, de vez em quando, também acontece na Carris. Nem tudo é mau! O factor humano faz toda a diferença.
Agradeci ao motorista e até fiquei constrangida. Entrei e teria de sair dali a poucas paragens, pois o primeiro autocarro que apanho é sempre transitório, que me leva até outro, esse sim, que vai para as minhas bandas. É estranho sentir assim, já que não há razão para isso. A própria Carris faz as carreiras de modo a ser necessário ir de A para B, no autocarro Y e Z. Então, ao invés de sair na que devia, saí noutra mais à frente, só para justificar que o gesto do motorista foi precioso, apesar da distância.
E foi mesmo. Em 4 minutos surgiu o segundo autocarro e assim pude entrar nele. Caso contrário, não conseguiria. Só esse tempo é o que preciso para fazer uma curta distância a pé.
Portanto, não importa se a distância a percorrer é mais ou menos longa. O gesto do motorista foi refrescante e agradável. Ele não sabia que ia perder aquele autocarro, tal como perdi o primeiro, por ter cedido passagem a outros motoristas. E assim, achei que é a forma que o Universo encontra para se comunicar, para passar mensagens, ensinamentos. Se estenderes a mão a alguém, alguém estenderá a mão a ti.
E assim, a cordialidade compensa!
Agora... uma vez na paragem para entrar no segundo autocarro, volto a ter um gesto de cordialidade, ao ceder passagem às pessoas que se encontravam ali em primeiro lugar. Como estas estavam mais afastadas da porta que eu, existiu uma fracção de segundos em que fiquei parada para os deixar passar. Uma senhora atrás de mim refila algo do género: "já que ficam aí e não querem entrar, entro eu". E passa-me à frente, enfiando-se no autocarro, seguida de outra que vinha de lado, também muito apressada e sem respeitar a ordem de chegada. Gosto de ceder passagem a quem está a aguardar o autocarro à mais tempo que eu, mas não gosto que outros que chegam depois me passem à frente. Se encontrar um lugar para me sentar e o ocupar, se outra pessoa precisar visivelmente dele, cedo-o. Por isso, não há porquê querer passar na frente com tanta pressa. Não roubo o lugar a ninguém. Até viajo, a maior parte das vezes, de pé!
Já é a segunda senhora que, ali, diz algo do género. Uma outra, a semana passada, gritou "vamos a despachar! Esta gente não quer entrar!" - mas essa parecia ter um ar meio alucinado. A mulher que passou na minha frente, uma vez no interior, moveu-se mais lentamente que a minha velocidade de passo normal e eu, colada a ela, não estive para "passinhos de bebé". Sentindo que estava a ser empurrada por quem vinha atrás, também não deixei de deixar de apressar a apressada mulher que, afinal, não era tão rápida assim.
Em conclusão: as pessoas estão a perder a paciência e a cordialidade. Ás vezes, eu também não tenho muita paciência para a vagarosidade das pessoas a entrar, a sair, ou tempo que levam para encontrar o cartão e passá-lo na máquina, ficando ali a bloquear a passagem. Mas não é preciso "saltar a tampa!".
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Gripe A..tchim!
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Dito assim, com números e factos, é preocupante. Os avisos de como proceder e o nº de telefone a contactar estão por todo o lado, em outdors publicitários, nas páginas de revistas e jornais... talvez devessem estar também nos autocarros da carris (ainda não vi o cartaz da tosse e espirros, só o das esferas de água). E digo isto porque tenho estado a olhar para as pessoas, cada vez que uma delas espirra ou tosse. Posso realmente dizer que, desde o tempo que estou a observar, NENHUMA pessoa procedeu nem remotamente na proximidade das indicações da direcção geral de saúde. Há excepção de uma senhora de alguma idade ontem, que tirou a mão da trave para tossir nela e voltou a agarrar-se no poste.
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Em suma: as pessoas, por alguma razão, não ligam nenhuma aos hábitos de prevenção da propagação de doenças infecto-contagiosas, como a gripe A. Ou por acharem que não estão contaminadas e por isso podem tossir para o ar calhe onde calhar, ou simplesmente não sabem adquirir um bom hábito, nem que isso as possa, eventualmente, matar...
sábado, 15 de agosto de 2009
Deslocação em Lisboa com a CARRIS
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Bolas! Lisboa não é uma MEGA-CAPITAL, como Londres e assim. Não se justifica deslocações de A para B que levem mais de uma hora! Nesse espaço de tempo, vê-se um filme na televisão (com as esperas e atrasos, um filme incluindo os intervalos para publicidade) e não se fica com o corpo todo muído de tantos solavancos nem cansado do calor e do movimento.
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Fiz o teste. Pensei em dar um «pulinho» até Sesimbra. Estou a precisar ver o mar e cheirar a maresia. Uma pausa para energizar o facto de ficar o fim-de-semana agarrada ao computador a trabalhar. Decidi partir de um ponto central de Lisboa - O PARQUE DAS NAÇÕES, até o terminar rodoviário dos transportes-Sul, na PRAÇA DE ESPANHA. Recorri ao site da Transpolis, aqui recomendado por um leitor deste blogue. OK! Só a viagem DENTRO de LISBOA leva mais tempo que o percurso até Sesimbra!
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Leitura:
Distância: Menos de 1 Km
Deslocação: 1 hora e 11 minutos.
Tempo estimado de espera: 38 minutos.
Distância pedonal até destino: 63 metros
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É muito desapontante e faz com que os Lisboetas sem CARRO sejam uns vegetais, presos a casa ou adidos frequentadores dos Centros Comerciais. Não gosto tanto assim destes últimos.... acho que vou ter de me contentar com o Tejo! Quanto tempo será que leva para lá chegar?
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Um "obrigada"
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Uma vez fazia este mesmo percurso e comecei a estranhar algo... não sabia bem dizer o que era... estava quase a descobrir qual era a estranheza daquela viagem quando, derepente, entendi: não estava a sentir quaisquer solavancos! As travagens eram suaves, o arranque suave... uma delícia!
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O homem não disse nada, não fez nenhum gesto, apenas olhou para mim com um ar com um tanto de estranheza.
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Deve ter achado que era maluca. Afinal, se fosse até ele para disparatar, reclamar, gritar, ou insultar, na sociedade de hoje é mais comum que fazer elogios. Mas eu estava decidida. Já tinha tomada a resolução: mesmo que me achasse doida, ia até lá dizer-lhe que é raro andar num autocarro e sentir que se anda bem.
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Tomara que fosse sempre assim. Acredito que nós, portugueses que andam nos autocarros da Carris, não sabemos o que isso é. Se um dia viessemos a experimentar a suavidade do transporte colectivo de muitas rodas, não queriamos outra coisa! É algo semelhante a fazer férias todos os anos no quintal e derepente, ir até Punta Cana!
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Porque andar com suavidade num autocarro da Carris é uma experiência rara, este episódio já estava no fundo do esquecimento, até que a sua excepcionalidade o trouxe de novo ao de cima... Para o partilhar com quem me lê!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
A inutilidade da informação CARRIS
Então, decidida a conseguir a informação desse por onde desse, fui pesquisar nas carreiras. Mas a única forma de descobrir qual o autocarro que passa numa determinada RUA, é consultanto TODAS as carreiras. Tentei fazer exclusão de partes, mas não tive sorte. Optei então por uma terceira via: o contacto telefónico.
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Ainda no site da Carris, procurei por toda a parte o número de ATENDIMENTO ao utente. Um daqueles 800 qualquer-coisa, ou outro específico para o atendimento directo ao utente. A maioria das companhias hoje em dia facultam este tipo de serviço. Até enerva! Mas de todos os contactos fornecidos, nenhum pareceu ser especificamente para casos assim.
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(Reparem... isto tudo para conseguir uma informação simples que, se bem organizada e funcional, estaria disponível num clique de rato em menos de um minuto)...
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Continuando o relato:
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Não querendo ir parar a outro departamento, decidi obter o número de Atendimento ao Cliente da Carris, através das informações. Liguei para o 118, que me deu um número. Deram-me (claro) um número da Carris. Mas não era específicamente o correcto.
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Do outro lado, o senhor que atendeu foi simpático e procurou ajudar, embora também ele estivesse «às escuras». Pediu-me que aguardasse um pouco na linha enquanto ia averiguar. Entretanto facultei-lhe mais informações sobre o autocarro que procurava (já tinha andado nele há 2 anos, mas não lembrava o número, só parte do trajecto) e, alguém ao seu lado que escutava a conversa, saiu-se com a solução: "Autocarro número 9".
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Boa! - pensei. Já tenho uma referência!
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Voltando ao site da Carris, à consulta das Carreiras, não encontro nenhum "9". Fico frustrada... decido então ligar para o número corecto de atendimento ao utente da Carris (213613000), entretanto obtido através do simpático senhor com quem falei primeiramente ao telefone. Com isto, já estava a sentir alguma inquietação, ao ver o tempo a passar e nada de saber como chegar ao destino por AUTOCARRO.
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Marco os dígitos e uma gravação informa para carregar em números do teclado do telefone, consoante o serviço procurado. Pressiono a tecla 1 e fico a ouvir música. Mas sabem quando se detecta que a ligação nem sequer foi estabelecida? Quando se percebe que vais ouvir música por um longo tempo e ninguém vai atender? Pois foi assim.
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Desliguei e voltei a ligar o número, na esperança de sentir a ligação diferente mas, a música retomava exactamente no ponto onde tinha sido interrompida. Nem informam quantas chamadas tinha à frente, nem fez mais que um toque de sinal de chamada. A música entrava de imediato.
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Numa das muitas tentativas, finalmente alguém atendeu. Mais uma vez, parece que liguei para o número errado… e, mais uma vez, a simpatia da pessoa do outro lado procurou ajudar. Consultando ela própria o site da Carris, estava a ter dificuldade em conseguir descobrir o percurso. Na verdade, estava a ir pelo Google e até me disse que o método de busca só funciona em caso de percursos directos. O que, na Carris, convenhamos, não existe!
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Acabou por me facultar um… composto de TRÊS autocarros e o resto do percurso A PÉ! Convenhamos, um absurdo! A pessoa até estava a sentir um tanto de embaraço por indicar um percurso tão despropositado. Talvez por isso, tentou outro caminho. Não esqueço que fez referência a ser do “tempo” em que os autocarros não tinham sofrido mudanças. Pois… também eu sou desse “tempo”. A lógica dos utentes tamb]em é desse tempo. Mas a da administração, que não deve utilizar os seus veículos como forma de transporte, tem outra opinião…
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Resumindo uma má experiência, acabei, segundo as indicações desta última pessoa (que também me indicou um autocarro cujo percurso só existe como nocturno), na rua, a tentar apanhar um autocarro que me levasse até meio do percurso pretendido, para depois apanhar outro. Após uma caminhada e uma espera um tanto demorada (perdi o primeiro porque a parte de trás do veículo não tinha número) entrei num autocarro e lembrei de perguntar ao motorista se passava na referida rua. Ele nem a conhecia. Então perguntei-lhe se passava por um certo local, ele respondeu que «sim», perguntei se ia demorar muito e ele responde:
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-Quase uma hora!
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Hã!?? – disse, assustada.
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Andar em autocarros em Lisboa é mais demorado (e torturoso) que apanhar uma camioneta para Sesimbra! Metade do percurso ia «consumir» uma hora do meu já reduzido tempo. A outra metade ia levar quanto?
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Desisti. Pedi desculpas ao motorista, que tinha acabado de fechar a porta e pedi para sair. Cheguei a casa e telefonei para a pessoa que me esperava, pedindo desculpas, mas que já não chegaria a tempo e teríamos de adiar a visita para outro dia. Ela própria forneceu a solução para este enigma:
- “O filha, da próxima apanha um Táxi e chegas aqui à porta num instantinho”!
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Mais uma lição… vinda da lucidez de uma pessoa com 92 anos.
Notem que procurava uma informação rápida. De segundos. Minutos, no máximo. E perdi mais de duas horas do meu tempo...
A solução é o Táxi!
quinta-feira, 25 de junho de 2009
A vida nos carris
Rápidos, potentes, silenciosos, sacodem as pessoas 80% menos (se não mais) que os autocarros da Carris, etc...
quinta-feira, 4 de junho de 2009
O dia da pastilha

quarta-feira, 3 de junho de 2009
Cheira a Lisboa
LISBOA hoje
Hoje andei em mais transportes públicos que os que habitualmente utilizo. Nomeadamente, de comboio! Adoro comboios. São rápidos, cómodos, eficazes. Quem dera que existissem sempre por todo o lado a preços baixos!
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Outros blogues que falam de Lisboa:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1336632
http://escrevinhandoo.blogspot.com/2005/05/mendigos-de-lisboa.html
terça-feira, 2 de junho de 2009
Cheirinho de Verão
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
Janelas abertas ou fechadas?
Expliquem-me lá, que me faz confusão!
sábado, 23 de maio de 2009
Os dois lados da moeda - casos e casos
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Bem vinda, cara motorista da carris! Olhe, sou conhecida por pensar sempre no que "poderá" vir a acontecer e sou muito solidária... nada tenho contra quem trabalha. Mas deixe-me contar, desta vez num autocarro da Carris, o que vi certa vez:
sábado, 9 de maio de 2009
Coimas
terça-feira, 28 de abril de 2009
Tanta tosse... e cortesias
Hoje apetece-me referir um gesto de cortesia. Outrora a mim negado, hoje acedido a um que por ali passou.
Hoje bati o meu record. Tive de correr para conseguir chegar à paragem «a tempo». Um percurso que se faz sem pressas em 20 minutos, fi-lo em 12. Sempre a subir. Percurso inclinado, pela estrada porque não há passeio, e os carros e viaturas pesadas a passar ao lado. Fiquei com falta de ar e a tossir (sim, desta feita fui eu! Mas nunca em cima de outras pessoas) a seco por quase meia-hora. Mas se não tivesse corrido, teria perdido a camioneta. Ás vezes acho que Deus só ajuda quem se esforça :! É claro que, por outra perspectiva, se a camioneta tivesse chegado à mesma hora do dia anterior, ainda tinha 15 minutos de espera...
sábado, 18 de abril de 2009
Expedição aos Burriés
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Bendito gelado...
terça-feira, 31 de março de 2009
Onde está?
O automóvel com interiores de luxo e conforto?
Estou cansada de ver o tempo passar sem trazer um «upgrade».
Ele passa, e os veículos que me transportam parecem ser cada vez mais degradados.
Como pessoa que anda de transportes e ocasionalmente, de boleias alheias, a degradação envolvente começa a surtir um efeito depressivo. Coisas partidas, rachadas, coladas, sujas, rotas... sejam interiores de camionetas ou carros.
"Isto não sou eu" - penso.
Preciso estar cercada de coisas que se adequam melhor ao meu interior: simplicidade, beleza e elegância. Esta "feiura" nada tem a ver comigo.
terça-feira, 24 de março de 2009
Licção: como tossir
Hoje ao entrar no autocarro, a primeira coisa que me acontece é a mulher que vem sentada na frente, tossir em mim. Sou tão rápida a passar e a caminhar até parar num qualquer lugar, que seria de esperar poder me esquivar a estes desaires. Mas não tive hipótese.
Hoje o autocarro não quis dar-me tréguas. Assim que encontrei um lugar para ficar (de pé), a pessoa sentada atrás de mim, tosse. Logo outra se coloca a meu lado, e também tosse. Depois mudo de lugar para não ficar a incomodar quem quer passar, e assim que troco, a mulher sentada atrás de mim também tosse. Fiquei a achar aquilo muito mais que uma coincidência. Mas que tenho eu, sem ser mel? Também gostam de tossir em cima de mim? O meu signo bem que me dizia para ter cuidado com doenças infecto-contagiosas!
E o autocarro hoje parecia conspirar para isso. Um motim de gargantas a tossir. A coisa já ia tão disparatada, que começei a contar quantas vezes se ouvia tossir naquele autocarro. Ainda por cima vinha em silêncio, ninguém conversava ou transportava aqueles ruidosos portáteis cuja música sai pelos phones apenas como ruido. Dizem que o bocejar contagia. Pois a tosse deve ser igual. Querem saber, num percurso de 5 minutos, quantas vezes se tossiu? 40! Número redondo!
No próximo autocarro que apanhei, de iguais dimensões, também para fazer outros 5 minutos de percurso, tossiu-se muito menos que a metade dessas 40 vezes.
As pessoas julgam-se educadas mas, só pelo simples facto de não desviarem o pescoço em direcção ao chão, são umas malcriadas! Para tossir, senhores e senhoras, não col
Assim a única coisa que fazem é espalhar micróbios por toda a parte. Quarenta gargantas a tossir em 5 minutos é um exagero! Julgava eu que o Inverno é que era de temer, com as gripes e constipações que dizem existir. Mas parece-me bem mais inocente que a Primavera, em que todos tossem para cima dos outros e não têm consciência do gesto rude que têm!
Querem tossir? Têm que tossir? Muito bem: dobrem a barriga com a cabeça em direcção ao chão, e tussam na direcção dos pés. Assim, só o calçado, já ele bem fustigado por poeiras e porcarias, sofre o prejuizo. E nos sapatos, você não vai colocar a mão, pois não?
Aprendam a tossir!
terça-feira, 10 de março de 2009
Aquela chatice que sempre acontece...
Por isso é que me sinto muito frustrada, cada vez que me vejo metida numa "maratona" e perco a corrida...
Passo a explicar: para apanhar o autocarro que quero, tenho de apanhar outro que me deixe a meio do caminho e fazer parte do resto do percurso a pé até a paragem desejada. Sabem o que acontece? O dito autocarro, que nunca está à vista enquanto ainda estou dentro do outro, surge sempre de repente, quando ainda não cheguei à paragem. Resultado? Corro!
Para um percurso que, em bons dias, se faz em 10 minutos, apanho 2 ou três autocarros. Pois é. E o mais surpreendente é que costuma ser mais rápido "entrar-sair", "entrar-sair", "entrar-sair", com corridinhas pelo meio, que ficar quietinha à espera num só lugar, para entrar num só autocarro. Que estupidez!
E é assim mesmo... amanhã, a rotina repete-se: subir a rua até à paragem do autocarro da avenida, porque na que tenho mesmo ao lado de casa não passa nenhum que sirva. Aliás, vá para que direcção for, nesta paragem não pára nada que preste! Parece que só andam ás voltinhas! Para quem quer perder muuuito tempo, é o ideal.
Sim, sim... nunca se poderá dizer que a Carris colabora com o sedentearismo. Se antes, os 5 minutos que leva a subir a rua de 90º resultava em suor, cansaço e falta de ar, agora estou muito mais em forma! Viva a Carris...
