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domingo, 3 de outubro de 2010

Este blog não está morto!

Já faz algum tempo que não escrevo neste blog, mas não passa um único dia em que não pense ou não tenha motivos/vontade de o fazer! Têm acontecido as mesmas coisas de sempre... a vontade de desabafar permanece. Das últimas notícias sobre a CARRIS que têm vindo ao lume, apeteceu-me comentar a da colocação de internet nos autocarros. Aliás, as notícias divulgadas para os media são sempre maravilhosas, passam a sensação que tudo é maravilhoso e mais maravilhas vêm a caminho. No entanto, a m#r?@ continua a ser a mesma!

Continuo a correr para os apanhar, e quase sempre aquele que quero está à frente daquele em que estou. Espera-se muito tempo em horas cruciais nas paragens e os autocarros são como as mulheres que vão à casa de banho: vêm todos juntos! Ou seja: acabas de perder um, não tens logo outro, porque eles gostam de viajar colados uns aos outros! É INFALÍVEL! Esta semana perdi o transporte principal, que passa de hora a hora por 3 SEGUNDOS. E tudo porque nenhum dos 4 autocarros soube chegar desgarrado um do outro... A falta de civismo dos automobilistas também é uma causa de atraso, pois atravessam-se e não deixam o autocarro seguir caminho. Um atrás do outro, e os passageiros a bufar no interior ou a lançar pragas, como é o meu caso :)

Continua a haver a falta de higiene do costume, é raro o dia em que utilizo um transporte que não tenha mau cheiro. Pessoalmente, continuo a ter "mel", pois as pessoas, tendo todo o espaço disponível, continuam a encostar-se a mim, muitas vezes até impedindo a livre circulação de passageiros. Se calhar não é mel... sou invisível! Num destes dias uma mulher colocou-se a meio da passagem, mesmo à minha frente. O autocarro tinha lugares livres, tanto cadeiras quanto saídas e espaços próprios, mas ela decide ficar ali, visivelmente a atrapalhar. Vem outra passageira, pede licença para passar e tem de forçar a passagem, porque a outra mulher, a falar ao telemóvel e de costas estrategicamente viradas, não desviou a bunda.

Mas este BLOG não está morto também porque continua a receber comentários, existindo mais dois no POST sobre "viajar de borla" e um outro no "animais nos transportes". Vale apena ler!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Nos transportes... o que me irrita!

Hoje foi um dia desconfortável para andar em transportes públicos. Não porque existisse muita gente, não porque me pisaram mais uma vez ou tossiram para cima de mim mas, pelo simples facto não ter andado num veículo cujo cheiro não fosse desagradável.
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O autocarro que apanhei às 8 da manhã cheirava a urina na área onde encontrei um lugar. Uma criança de uns 4 anos até disse "alguém fez xixi". A seguir entro na camioneta e só encontro lugar nuns bancos que cheiram a "falta de higiene". Sabem quando passamos por um uma pessoa suja, como um certo tipo de ciganos que não se lavam, e o cheiro está entranhado e é desconfortável? Foi esse o cheiro. Ainda por cima, o trânsito estava congestionado. Quando finalmente avancei para a frente da camioneta, a diferença que se fez sentir!
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Todos os dias encontro as mesmas pessoas nos transportes. Algumas têm hábitos que me incomodam. Existe o fumador inveterado que, mal entra e se senta começa logo a ressonar. Como me enervou hoje! Depois tem a rapariga com o telemóvel colado à orelha. Vai a viagem toda a falar nele! Mas aquele comportamento mais estranho, mais absurdo, a meu ver, é o de uns indivíduos da Europa de Leste. Estes dois homens viajam juntos, conversam, são amigos mas... quando entram na camioneta, ocupam quatro lugares!!!
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Sentam-se cada um na sua fila, lado a lado, ambos do lado da janela das filas paralelas e conversam a viagem toda! Aquilo faz-me confusão. Lá de onde vêm têm o hábito de se sentarem lado a lado para falar? Tem de ser de janela para janela? Ainda por cima, torna-se mais incomodativo para os restantes passageiros... nem se podem sentar na coxia, pois os dois estão o tempo todo a conversar! Acho este comportamento tão estranho! Mês após mês, lá estão eles, a "tricotar" numa língua estranha, com dois assentos e um corredor a separá-los! Chegam juntos, conversam cá fora lado a lado e juntos e depois entram na viatura e sentam-se lado a lado, cada um na sua fila e à sua janela!
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Outra coisa que me incomoda com as pessoas, é a falta de respeito pela ordem de chegada à paragem. Quando a camioneta chega, correm logo para entrar. Irrita-me umas mulheres que se enfiam no café, protegidas da chuva e do frio e, quando vêm a camioneta a chegar, atravessam a estrada e enfiam-se logo lá dentro, como se tivessem prioridade! Uma vez cheguei à paragem e só lá estava uma pessoa. Entretanto aquilo enche de gente, a camioneta chega e eu sou a última a entrar! Que injustiça.
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Nos autocarros passa-se o mesmo. Vejo pessoas mais velhas que chegaram depois a meterem-se à frente como se um pouco mais de idade lhes desse mais direito. Vejo pessoas com crianças a se meterem à frente. Mas aí, confesso, sou mais benevolente. Não me incomoda tanto porque, uma criança tem um metro de altura e pouca capacidade para viajar de pé. Ainda assim, há quem as veja e não lhes ceda lugar.

Irrita-me também que possa estar numa paragem há 10 minutos e tê-la quase vazia, para depois, no momento em que o transporte chega, esta encher-se com tanta gente que nem se sabe de onde apareceram! Hoje foi assim e fiquei desapontada com o comportamento das pessoas. Todas a enfiarem-se, a correrem, a passarem à frente de outras. Fui a última a entrar e calhou-me o assento mal-cheiroso... mas o pior é que não gosto de não ter tempo para me estabilizar antes do veículo arrancar. Não gosto. É por isso que me incomodam as "lesmas" que são aquelas pessoas todas apressadas, que se metem à frente, e uma vez dentro, não andam!
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Também me irritam as pessoas que, atrás de ti, decidem dar uma "corridinha" para te ultrapassarem e, depois, ficam à tua frente, "coladas" a ti. Epá: a paisagem é grande! Sai da minha frente! Para quê correr se não é para ganhar distância??
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Ontem, uma mulher atrás de mim vem a correr e passa-me à frente, para parar mesmo à minha frente! Ainda por cima, ao fazê-lo, obriga-me a diminuir o ritmo da passada. Ultrapasso-a sem esforço. Ela dá outra corridinha e volta a parar à minha frente! Parecia apressada, mas, pelos vistos, não queria chegar a lado nenhum depressa, porque parava sempre à minha frente! Voltei a ultrapassá-la sem dificuldade. Mais uma vez, a mulher dá uma patética corrida, ultrapassa-me e pára à minha frente. Ok. Queres ver o que é correr? Corri e ultrapassei-a. Em segundos já estava distante. Isso sim, é uma ultrapassagem pedonal! Agora o que ela fez... equivale a alguns automobilistas que só querem passar à frente do autocarro mas depois são umas lesmas que não o deixam andar!
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Depois de a ultrapassar, a mulher deu outra corridinha. Mas esta teve de ser demorada... eu estava longe! Sabem aquelas pessoas tão em baixa forma que, ao "correrem", na verdade, estão a andar? Ela era assim. Os seus passos eram tão curtos, que a "corrida" era mais ilusão que outra coisa. Era só o barulho dos saltos a bater no asfalto apressadamente porque, distância, a mulher se andasse, ganhava mais. Andar apressadamente teria sido mais veloz que dar pulinhos. Cansou-se e não ganhou terreno algum. Há muita gente fora de forma! Mas, para se correr, tem de se abrir as pernas amplamente, dar largas passadas. Ninguém corre com um pé imediatamente diante do outro! Assim está a pular...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Educação forçada

Tenho estado a reflectir na questão da gripe A e como a sua ameaça veio a alterar o comportamento das pessoas nos transportes públicos.
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Quando o receio surgiu, já eu havia aqui escrito sobre os maus hábitos dos portugueses em relação ao acto de tossir. Não o faziam com qualquer preocupação de atingir alguém, quando usavam a mão, ou era de forma discreta ou entreaberta para, de seguida, usarem-nas para se agarrarem a tudo o resto, etc.
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O que tenho verificado agora é que, do mal também vem algum bem. Com receio da gripe, as pessoas afastam-se mais umas das outras, procuram não tossir «à descarada». E porquê? Porque recebem um olhar penetrante de alguém que quer se certificar que não está diante da linha de "fogo" de algum infectado. As pessoas começam a adoptar a postura que deviam possuir sempre. Um placar informativo num autocarro da carris informa que se deve tossir fora da direcção de terceiros, para um lenço descartável ou para a manga do vestuário (não para as mãos), lavar muitas vezes as mãos, etc..
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Não é nada difícil. São hábitos que sempre possuí e por isso não entendo como podem ser de difícil assimilação para a maioria. Mas sei que assim é, pois não conheço muitas pessoas que tenham esta consciência e tenham presente no subconsciente por onde andaram a por as mãos e onde estas não podem mais ir enquanto não forem novamente lavadas.
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Mas é nas crianças que esta falta de ensinamento me faz mais confusão. Graças a Deus, parecem ter sido abençoadas por alguma varinha de condão que as protege e as deixam auto-imunes a todas as bactérias com que estão em contacto. As crianças são assim: levam as mãos à boca, depois de as terem passado por todo o sítio: a sola dos sapatos, o chão, os pés, os olhos, o nariz, o cãozinho bonitinho na rua... e nem pensam em passá-las por água!
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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Deixe o carro na garagem e vá de transportes

Hoje conheci uma pessoa que aderiu a esta «propaganda».
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Estava eu a comprar o passe da Carris (descobri um facto curioso, que fica para depois) e chega-se um indivíduo a perguntar como funcionam os autocarros. Queria saber como comprar um bilhete. Já não andava de transportes públicos há anos. Sabia que existiam uns cartões recarregáveis, mas não estava bem por dentro da questão e queria saber o preço. Contou ele que tinha decidido estacionar o carro e ir de metro para o trabalho. Mas que já se tinha arrependido!
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É que teve o azar de deparar com uma situação inesperada e a estação foi evacuada. A alternativa passou então para o transporte à superfície, o autocarro. Áquela hora da manhã, o único local que vende passes e bilhetes fica a uns bons metros no cimo de uma subida íngreme. Só aí já se perdem uns bons minutos. Depois teria de apanhar um ou mais que um autocarro. Mais tempo... para cúmulo, o dinheiro que gastou no bilhete de metro não pode ser investido na viagem do autocarro. Tinha de comprar outro idêntico, carregá-lo com viagens e pagar os 0.50 cêntimos extra...
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O rapaz já estava a dizer (e com razão) que andar de transportes públicos é mais caro que andar de carro.
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Agora digam lá: depois desta experiência, nunca mais esta pessoa vai deixar o carro em casa. É assim que se vai mudar a situação e colocar as pessoas a andar de transportes?
Repulsa-me bastante quando percebo que a sociedade rege o seu comportamento de acordo com as aparências. Hoje logo pela manhã, veio-me esta sensação de náuseas e repulsa, um autêntico enjôo, por causa de um colega de trabalho que se vende (olá!) por um valor bem acima do que tem, e julga os outros pela aparência que transmitem. essoas que aparentam ser mais do que são, pessoas qRepugna-me que julgem as competências de uma pessoa pela aparência

terça-feira, 28 de abril de 2009

Tanta tosse... e cortesias

Continua a ser da praxe: num autocarro com tantos lugares e tanta gente, a única pessoa a tossir fá-lo à minha frente. Não, não estou a exagerar. Foi assim ontem, a semana passada, hoje. E não; não uso perfume nem exalo nenhum odor que leve ao espirro, muito menos à tosse. É mesmo uma (má) sina! Ainda mais no actual panorama do «alarme» da gripe suína que começou no México e alastra-se pelo mundo.
Mas não é sobre as circunstâncias ou a quantidade de vezes que tossem em cima de mim que vim falar. Embora tal ainda me suscita vontade! É que as pessoas não se dão ao trabalho de sequer desviar a direcção...

Vim falar de algo "positivo". Não quero nem nunca foi a intenção deste blogue falar das experiências nos transportes públicos apenas pelas coisas más. Podem até ser em quantidade maior mas, porque a vida também precisa de sonho, as coisas boas também terão o seu destaque.

Hoje apetece-me referir um gesto de cortesia. Outrora a mim negado, hoje acedido a um que por ali passou.

Não foi num autocarro da Carris, mas numa camioneta que desagua no terminal do Campo Grande. Na localidade onde a apanho em direcção a Lisboa, vivi numa ocasião uma experiência muito desagradável. Pedi para sair mais cedo do trabalho para ir ao médico e corri para a paragem, onde esperei muito tempo pela camioneta. Quando esta chega, no visor não aparece o percurso que faz. Não sendo a que estou acostumada a apanhar, deduzi tratar-se da que faz o percurso longo pelas aldeolas e demora uma hora a chegar a Lisboa. É então que pergunto a umas pessoas que ali estão se a que vem imediatamente atrás é a rápida, ao que me avisam que essa é a que já ali está parada. Corro para a porta, que estava a fechar. Bato no vidro. O motorista acena que «não».
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Diante a nega, recuei os 3 passos que tinha dado e as pessoas que primeiramente me tinham dito para bater no vidro para o motorista abrir a porta, nem perceberam o meu rápido gesto e voltam a repetir o conselho. Ao que lhes respondo que já tinha batido e ele se negou a abrir. As pessoas ficaram revoltadas e eu, a lesada, que perdi assim o médico marcado há 3 meses, senti-me injustiçada. Neste tempo o semáforo está quase a passar de vermelho para verde. Após arrancar, a camioneta tem forçosamente de fazer uma curva apertada para apanhar uma estrada paralela à direcção de onde veio. Decido atravessar para a apanhar no outro lado. Quero tirar a matrícula e o número para apresentar queixa.
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Nisso, o semáforo muda de vermelho para verde e, imprudente, sigo o hábito de olhar para a esquerda quando o trânsito está a chegar da direita. Quase sou atropelada. Deu para o susto, mas não para me demover do propósito. Sigo sem ter chegado a parar. Atrás de mim vem um homem que também fez sinal ao motorista para entrar, mas já após o meu. Coloco-me numa posição estratégica e a camioneta, como costume, está empatada na manobra. O homem ultrapassa-me e caminha até a camioneta, voltando a pedir, quando esta está PARADA, para entrar. Volta a receber nega. Ao passar por mim bem acelerado, o motorista faz uma careta e desvia o olhar. Devia ter pensado que ali fui para voltar a pedir para me deixar entrar. Memorizei o número da viatura e a hora e voltei à paragem, onde a próxima camioneta chegaria dali a 1 hora e poucos. Pedi uma caneta emprestada e anotei os dados.
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Hoje acontece que, mais adiante do local onde fiquei para anotar o número da viatura meses atrás, encontra-se um rapaz que faz sinal ao motorista. Este pára, abre a porta e espera que o rapaz contorne a frente da camioneta para entrar. Este gesto é uma excepção à regra, que me fez sentir bem. Este motorista é um homem que gosta de falar. Não fica calado a viagem toda. Se puder, interage com os passageiros. E tem a peculariedade de, ao chegar ao destino, anúnciar alto: "Chegada ao Campo Grande! Saída do Campo Grande!" - parece um motorista «de antigamente», quando estas cortesias e anúncios ainda se faziam a viva voz. Também deseja sempre «adeus, bom dia» aos passageiros.
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Hoje bati o meu record. Tive de correr para conseguir chegar à paragem «a tempo». Um percurso que se faz sem pressas em 20 minutos, fi-lo em 12. Sempre a subir. Percurso inclinado, pela estrada porque não há passeio, e os carros e viaturas pesadas a passar ao lado. Fiquei com falta de ar e a tossir (sim, desta feita fui eu! Mas nunca em cima de outras pessoas) a seco por quase meia-hora. Mas se não tivesse corrido, teria perdido a camioneta. Ás vezes acho que Deus só ajuda quem se esforça :! É claro que, por outra perspectiva, se a camioneta tivesse chegado à mesma hora do dia anterior, ainda tinha 15 minutos de espera...